Biblioteca do Bebê

Será lançada amanhã, na Bienal do Livro de São Paulo, no Anhembi, a Biblioteca do Bebê.

O projeto tem iniciativa do Instituto Alfa e Beto, em parceria com a Câmara Brasileira do Livro e também conta com o apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

A ideia é estimular o hábito da leitura para as crianças nas famílias desde o berço, ou até mesmo desde a gravidez.

A Biblioteca do Bebê vai ilustrar como as mães e cuidadores podem ler para crianças desde o berço, os diferentes tipos de livros.

Elas também vão receber uma cartilha explicando como ler, o que ler, por que ler e quando ler para as crianças.

Além da cartilha, o Instituto Alfa e Beto está lançando um catálogo com o ambicioso título de “600 livros que toda criança deve ler antes de entrar na escola”.

O IAB também lançará a Coleção Pequenos Leitores, composta por 12 livros destinados a crianças de 6 a 36 meses.

O papel dos livros na vida das crianças

Ler, brincar e conversar: esses são os instrumentos que a criança usa para aprender.
Todos são essenciais, e os pais e outros cuidadores desempenham um papel muito importante para que essas atividades ajudem a desenvolver a linguagem, o pensamento e a inteligência da criança.

A leitura é muito importante mesmo em fases muito precoces.
Já durante a gestação, o bebê aprende a identificar vozes, ritmos e características da língua que aprenderá a falar.
Com poucas semanas, identifica textos e cantigas que a mãe lia, recitava ou cantarolava durante a gravidez.

Mesmo antes de aprender a ler, o contato com livros e com a leitura feita por adultos ajuda a criança a aprender uma linguagem diferente, e mais complexa, do que a usada no dia a dia.
Os livros desempenham várias funções que vão muito além de uma boa conversa, eles introduzem diferentes maneiras de comparar e apreender o mundo, já que os objetos reais são representados por meio de figuras, palavras e sinais, dando início a formas variadas de abstração.
Os livros permitem desenvolver vocabulário muito mais amplo do que o usado corriqueiramente e o vocabulário constitui o tijolo básico da construção mental: nós pensamos a partir de conceitos, e as palavras nos permitem pensar nos conceitos.

A leitura propicia o contato da criança com estruturas sintáticas muito mais complexas do que as usadas no quotidiano.
Essas estruturas possibilitam desenvolver formas mais complexas de se expressar e conhecer o mundo, favorecendo o desenvolvimento cognitivo da criança.
Livros permitem aos adultos conversar com as crianças sobre uma variedade de temas muito mais ampla do que a que surge espontaneamente no dia a dia, possibilitando também novas abordagens sobre temas cotidianos, já que trazem os sentimentos, os medos, os sonhos, as emoções, as opiniões de outras pessoas, as realidades que não estão no dia a dia da criança.
Livros permitem à criança se deliciar com os sons, rimas e ritmos da língua, conhecimentos que são essenciais para o futuro processo de alfabetização.
Livros permitem introduzir as crianças ao mundo das letras, das palavras, das formas de expressão que mais tarde serão muito usadas na escola.

As evidências científicas sobre a importância da formação precoce do hábito de leitura são impressionantes e uma delas trata do vocabulário.
As crianças começam a falar entre 15 e 18 meses.
Já aos 20 meses de idade, a diferença de vocabulário entre crianças variar de 200 a 600 palavras, dependendo do nível socioeconômico das famílias.
Essa diferença vai só aumentando, quando chegam ao ensino fundamental, já se criou um fosso insuperável.
Livros e leitura podem ajudar a reduzir esse fosso e a reduzir as desigualdades sociais.
Eles são um poderoso mecanismo de redução de desigualdades sociais e do círculo vicioso da transmissão da pobreza.

Outra evidência impressionante: as crianças que aos 3 anos de idade já possuem o hábito de leitura em família apresentam, aos 10 anos, desempenho escolar superior ao de crianças que não adquiriram esse hábito.
Isso ocorre em todas as classes sociais.

E eu, como dedicada futura mamãe que sou, marcarei presença na próxima sexta-feira, lá na Bienal do Livro, para conhecer de perto essa iniciativa.

Sempre acreditei que a leitura só poderia ser um processo natural em uma pessoa se esse hábito tiver sido estimulado desde a infância, só não sabia que poderia ser desde tão cedo.

Confira a segunda parte deste post.

Maiores informações:

Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi
São Paulo – SP
Fone: (11) 3060-5000
Horários: das 10h às 22h
Entrada: R$10,00 | meia-entrada para estudantes | entrada gratuita para menores de 12 e maiores de 60 anos
Datas: de 12 a 22/08/10
Lembrando que o dia 12/08 será aberto apenas para os profissionais do setor.

Fonte: Bienal do Livro de São Paulo

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