Coworkings

Eu sou defensora convicta desse formato de trabalho, considerado ainda bem ousado para a maioria das pessoas e empresas, principalmente por não seguir os padrões dos escritórios convencionais.

Também conhecidos como escritórios compartilhados, os coworkings ganham cada vez mais espaço nas grandes cidades, por oferecerem inúmeras vantagens, muitas vezes com opções de planos (individuais ou coletivos) que se adequam a diversos perfis de usuários.

O termo coworking foi usado pela primeira vez em 1999 por Bernie DeKoven, escritor e designer de games norte-americano, descrevendo o trabalho colaborativo com apoio de computadores e novas tecnologias.

Eles foram criados basicamente para promover a interação entre os profissionais da área de tecnologia, evitando o isolamento em escritórios independentes ou em suas próprias residências e até hoje o conceito do compartilhamento do espaço continua sendo o grande diferencial dos coworkings.

Mas o que são exatamente?

Tratam-se de espaços geralmente administrados por uma entidade privada que disponibiliza toda estrutura necessária para que pessoas, empresas ou associações possam exercer suas atividades de modo colaborativo.

A maioria dos coworkings oferece opções de mesas de trabalho, salas privativas para pequenas empresas, espaços para reuniões e um diferencial bem bacana, toda a estrutura básica que seria necessária para o funcionamento de um escritório, como energia elétrica, internet, telefonia, limpeza, ar condicionado, impressão, copa/café, entre outros.

 

bancadas de trabalho do sharing e. c., em pinheiros, são paulo | imagem: sharing e. c.

Mas o diferencial mais marcante mesmo é a possibilidade de dividir o espaço e interagir com pessoas de diversas áreas de atuação, enriquecendo as relações interpessoais, podendo até gerar novos negócios e parcerias.

Eu mesma não consigo mais me ver trabalhando em um escritório convencional, muito menos tendo que administrar toda a estrutura necessária, a começar pelo imóvel, todos os custos e burocracias de locação, por exemplo. Depois seria preciso adaptar o local escolhido às necessidades de cada negócio e ainda contratar todos os serviços para fazê-lo funcionar, quanto trabalho!

 

opção de ambientes individuais em coworking no rio de janeiro | imagem: my office

Outra vantagem importante é que, pelo menos aqui em São Paulo, existem opções de coworkings em diversos bairros, facilitando os deslocamentos diários e melhorando consideravelmente a qualidade de vida dos usuários.

Compatibilidade

É importante ressaltar também que existem coworkings mais inclinados à algumas áreas de atuação, com ambientes mais ou menos informais, por exemplo, e voltados a um determinado público. Portanto, ao procurar um escritório compartilhado é fundamental que essa ambientação esteja de acordo com o perfil do usuário ou empresa, de modo que a convivência diária não seja arruinada por picuinhas cotidianas, afinal, dividir o território de trabalho não é tarefa das mais simples!

 

open space no nós coworking, em porto alegre | imagem: nós coworking

Novos ares

Na prática e por experiência própria, infelizmente ainda vejo muitos profissionais completamente fechados a esse novo formato, onde o compartilhamento de experiências e do próprio espaço físico poderia enriquecer muito o trabalho cotidiano ou mesmo um projeto em andamento.

Mas acredito também que novas oportunidades estão surgindo a cada dia e que precisaremos nos adaptar a conceitos alternativos como esse, que contribuam para que a rotina do trabalho seja mais prazerosa e menos engessada, principalmente nos grandes centros urbanos.

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