Construindo com as próprias mãos

Sempre achei incrível as pessoas com habilidades para as coisas indispensáveis da vida. Sabe aquelas que todos gostariam de ter por perto em uma situação de catástrofe? Pode ser o médico, o que sabe caçar, cozinhar e tem também aquele capaz de construir um abrigo de proteção às intempéries. Na verdade é esse último que mais admiro, não desmerecendo os demais e nem comparando a importância de cada um, a verdade é que sempre quis ter essa habilidade, a de construir uma casa com as próprias mãos e a partir do que a natureza puder oferecer.

E para ilustrar a minha admiração por aqueles que dominam as técnicas da bioconstrução, gostaria de compartilhar com vocês o vídeo a seguir.

 

No site Primitive Technology, da própria equipe que põe a mão na massa e divulga inúmeros vídeos como esse, é possível ler (em inglês) o passo a passo dessa construção no mínimo fascinante!

Outro tipo de casa erguida a partir da terra tem origem africana, mais precisamente da comunidade Musgum, localizada ao norte de Camarões. As casas Musgum, como são conhecidas, são um verdadeiro exemplo de sustentabilidade, por cumprirem seu papel arquitetônico e construtivo utilizando apenas matérias primas naturais e locais.

 

arquitetura vernacular, casas musgum, nos camarões | imagem: arch daily
tijolos de barro sendo prensados em moldes de madeira | imagem: world raider

A comunidade de casas Musgum são compostas por até 15 cúpulas construídas à base de terra compactada e agrupadas em círculo, além de um muro que as envolve, indicando que todas pertencem à mesma família.

Claro que existem vários outros exemplos de construções orgânicas como essas, inclusive as nossas de pau-a-pique, que merecem todo nosso respeito, o importante mesmo é saber tirar o máximo de proveito dos recursos locais disponíveis de modo que a edificação atenda às necessidades de cada região.

Não é à toa que a procura pelas construções mais naturais vêm ganhando cada vez mais espaço no mundo contemporâneo, aliás, utilizar os recursos disponíveis na natureza para edificar espaços energeticamente eficientes e arquitetonicamente funcionais, é, no mínimo, inteligente.

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