Fonte Monumental em aquário

Também conhecida como “fonte das lagostas”, a Fonte Monumental foi inaugurada em 1927, na antiga Praça da Vitória, que passou a se chamar Praça Júlio Mesquita, no centro de São Paulo.

Fonte Monumental em 1928 | Fonte: Acervo do Arquivo Histórico de São Paulo/SMC/PMSP

Mas a fonte, símbolo da era de ouro da Av. São João nas décadas de 1920 a 1940, foi alvo de muita degradação ao longo do tempo.

Parte dos elementos artísticos da obra, concebida pela escultora Nicolina Vaz de Assis (1874-1941), quatro máscaras e seis lagostas de bronze, foi levada pelos ladrões por conta do valor comercial.
Os sistemas hidráulico e elétrico, que davam vida à fonte com o chafariz e a iluminação, não funcionavam mais.
Nas duas vascas (espécie de tanques para água) que formam a base da obra só havia água parada, urina e fezes, resultado da invasão de viciados e moradores de rua.
E por fim, no cume, a estátua do pescador e das três sereias que tentam seduzi-lo estavam cobertas por fezes de pombos.

Solucionando o problema?

Para a Prefeitura de São Paulo, a solução foi delimitar a área dos monumentos históricos degradados com painéis de vidro, a começar pela Fonte Monumental.

Fonte Monumental protegida por painéis de vidro | Fonte: Abravidro

A fonte foi toda restaurada, o mármore limpo para a difícil remoção das manchas de urina e os elementos em bronze também foram substituídos por réplicas em resina.

O resultado final foi, de certo modo, triste de ver, pela medida drástica tomada ao isolar um monumento tão importante, arcevo do patrimônio cultural e artístico da cidade, causada pela própria incompetência dos poderes públicos que por muitos anos deixaram de lado o centro histórico de São Paulo.

Isolar a fonte não resolve o problema, pois todo o entorno continua à mercê de vandalismo e descaso dos que circulam pela região.
A solução é revitalizar essas áreas e educar a população, pois como dizem, a educação de um povo se mede pela conservação de seus monumentos históricos.

Fonte: Folha de São Paulo

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